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VISUALIDADES AMAZÔNIDAS

Artistas Residentes

Alex Matagal | Mapynguary | Deusa Isis | Driz Rolim

Amanara Brandão | Cavalcantte | Sthefe Julie 

Matheus CardozoYama | Andarilha | Karen Kristine  |João Miranda | Aline Fidelix |  Randy Souza Giovanna Maria 

Adria Moreira a.k.a AFRYK | Marco Antônio

Geuse Porã | Kennedy Costa | Ariska Matagal

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A EXPOSIÇÃO

Em 2022, em sua primeira edição, a residência artística Plataforma Ribanceira possibilitou encontros de formação, oficinas e consultorias junto a diversos artistas da região norte para pensar as suas criações artísticas atravessadas pelo contexto amazônico. Guiados pelas multiartistas Mafel Matagal, Teti Belém, Ester Medusa, Vitor Rocha e Randy Souza os residentes tiveram a oportunidades de criar uma rede de trocas de vivências e referências locais, visando o fortalecimento de suas obras.

Este movimento coletivo gerou um espaço acolhedor promovendo além de técnicas, o afeto, e despertando novos imaginários amazônicos multilinguagem criados pelos artistas.

A exposição é resultado final das trocas realizadas dentro da Plataforma, residência artística produzida pela Café Preto Produções Artísticas em 2022, com apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos - ManausCult, contemplado no edital nº 001/2021 - Concurso Prêmio Manaus Zezinho Corrêa

Corpo-território

Gente bicho floresta asfalto; um percurso feito de/por corpos que trazem escrito na geografia da pele rastros de um tempo-espaço de pertencimento. Sendo o próprio corpo um território de/para descobertas e andanças, o sertão se transforma em floresta, o asfalto se transforma em cascalho, a fuligem se transforma em orvalho, e os pés se transformam em nadadeiras a desbravarem a estrada que virou rio. O movimento das águas, o movimento das vidas, recriados através da técnica de colagem digital.

AMANARA BRANDÃO LUBE 

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Serei.a.descartada

A natureza é uma ilha de descarte, desrespeitada. Uma joia roubada, assim como o meu corpo. Prisão eurocêntrica. Deserta de vida fez a ilha , povoada de medo, vergonha, culpa. Da natureza, do lixo e do descarte vem a força de criação. É da imaginação que me foi passada pelos meus ancestrais que faço possível derrubar o que foi importado como concreto. Aos que não conhecem nosso poder, não se espantem, o lugar de exílio virou o de retomada.

ARISKA MATAGAL

Corpo de volta
Alma de volta

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Aqui neste lugar eu volto para me achar, mas nunca me acho sempre falta um pedaço. O pedaço de um corpo violento e violado vestida com tinta, pois roubaram o meu jenipapo, quando fui jogada pra dentro da cidade. corro em várias direções descontroladamente procurando o que me foi roubado, meus cantos, minhas rezas, minha língua, meu território foi me tirado, território no qual caminho com muito respeito, pois neles estão enterrados os corpos dos meus ancestrais. Meu corpo, minha alma te quero de volta.

GEUSE PORÃ

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ESSE NÓS DOIS NUNCA EXISTIU

A obra traz um retrato de uma gay preta periférica no caos urbano na metrópole de Manaus, trás as frustrações de não ser assumido em relações amorosas, um corpo preto que é sexualizado e marginalizado, um corpo desejado e muitas vezes não assumido, sou eu que você usa durante toda a noite e satisfaz todos seus desejos e ao amanhecer não apresenta pra sua mãe no almoço de domingo.

MATEUS CARDOZO

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MANIÝUA

Essa obra está ligada a uma performance que eu tenho chamada Maniya - Celebração e Movimento. Onde eu relaciono as circularidades do bambolê com as circularidades da terra do plantar e do colher também e em específico a celebração da farinhada, mais trazendo desde o princípio da plantação que começa com a Maniya (talo da macaxeira) até a farinha um dos principais alimentos dos nossos povos amazônicos. Em formato de colagem digital pude pensar minha performance por um olhar mais visual trazendo esses elementos fazendo composições com cores texturas e profundidades.

STHEFE JULIE

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ABAYOMIS: A VERDADEIRA HISTÓRIA

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Contação de história sobre as bonecas Abayomis de origem em iorubá, desconstruindo as narrativas brancas falando sobre a história verdadeira que é de raiz, que faz parte da cultura iorubá,que envolve o canto,o batucar, o dançar, voltado para crianças e mulheres.

KAREN KRISTINE

MAS TU TÁ PERDIDO?

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A casa azul foi a primeira de minha avó materna assim que chegou em Manaus buscando oportunidades, nela crescemos. Foi no bairro da matinha, conhecido no início como morro do tucumã, que vi as águas do rio invadirem a casa, sumirem com as pernas das palafitas do Bariri e as pontes abrirem caminhos para os matinheiros.

Dos prazeres originários, preparar uma rede para deitar depois de tomar aquele banho gelado no igarapé é também sinônimo de memória. É das beiras junto a mata que crescem os amazônidas, prestando atenção ao dito ou não dito trazido pelo assobio do vento. Lendo e reescrevendo a história dos matagais.

Estão roubando tudo o que sempre foi nosso, dos prazeres às inspirações. Para aqueles que ditam o futuro, já não há tantas esperanças, a sobrevivência se faz cada vez mais necessária para perpetuar a ancestralidade. Parte existe na exploração massiva, mas resiste com cultura e arte.

Foram essas mãos que tocaram essas terras e produziram em qualidade o melhor, procurando motivos para seguir, sonhando para trazer o que faltou, nunca sozinho e sempre seguindo correndo pelo certo.

ALEX MATAGAL

UM SÓ CAMINHO 
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ARMA TUA REDE  
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DÉCIMA DO NEGRO PEÃO 
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QUILOMBO 3Cr$ 

BRUTA FLOR

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A pitaya é uma bruta flor resistente ao calor e sedenta por luminosidade, um cacto que desabrocha pela noite. Em seu processo gradual, floresce e amadurece demonstrando a beleza de ser muito além do que se vê.  Bruta flor, 2022 O conceito da obra é falar sobre cultivo, afeto e cura, representando a identidade que se reveste de ancestralidade, enraizando-se e invadindo os espaços. A cura é o caminho, 2022 Armar-se na terra com os pés no chão, não é brincadeira, é proteção. Das raízes das plantas que curam fortalecendo a direção. As fotografias foram registradas por Jéssica Oliveira na plantação do Ikigai Jardim, km 37 da BR 174. 

ANDARILHA

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BENDITA SEJA A PITÁYA

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A CURA É O CAMINHO

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IGBÀ

A série “IGBA” mostra as três primeiras colagens da artista ISIS. IGBA significa tempo em Yorubá, o tempo é implacável, cíclico e ensina (nem sempre a gente aprende). As obras foram produzidas de 2020 a 2022. A primeira obra, “A.” representa o desabrochar, a beleza e empolgação do início. A segunda “Recabanagem” abre o portal do novo, de dentro pra fora, deslumbrante, perigoso e criativo. A terceira “Mafumeira” e a audácia, o crescimento, a vontade de continuar.

ISIS

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RECABANAGEM

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MAFUMEIRA 

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ALFAÔMEGA

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A constituição das obras “Mãe preta”, “Pai João” e “AlfaOmega” se deu por uma motivação pessoal e um tanto quanto acadêmica. Minados de certo academicismo, o conjunto de colagens foi uma tentativa de utilizar teorias e técnicas que pudessem se alimentar de ancestralidades negras escritas e visuais, de forma que pudessem se transformar e dialogar com todas as escrevivências pretas que comungam/comungaram antes de nós em senzalas, quilombos e Aruandas. Objetivava trazer versos e reflexos afro-religiosos para entoar, mais uma vez, cantigas de acolhimento e pertencimento a todes que desejarem entrar nesta gira.

YAMA TALITA

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PAI PRETO  

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MÃE PRETA

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ALFAÔMEGA 

Corpo-quilombo,
Uma odysseia hi-tech

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Não sendo possível modificar a forma como o tempo nos maneja/modifica e/ou nos afeta, essa obra é uma configuração do exercício de como eu manejo/afeto o tempo, a espacialidade e as circularidades. Um fragmento híbrido em projeção acompanhado de composição oral como recurso estruturante na re-tomada da primeira pessoa enquanto observador e contador da própria história. A forma como o tempo nos maneja está refletida na obra através da transitoriedade da voz como recurso, no entanto, as palavras projetadas no campo visual posicionam no mundo o desejo de 'tornar-se voz', corpo e movimento que norteia a transmissão da história através da oralidade.

ADRIA MOREIRA A.K.A AFRYK

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Alvorada Redenção

Alvorada e Reflexão são dois bairros da zona Centro Oeste de Manaus que nesta obra são mostrados a partir de fotos coletadas dos bairros, utilizando câmera cybershot, câmera de celular e profissional, as imagens são reunidas para criar as colagens manuais, adicionando também acervo antigo pessoal de recorte de revistas e manuscritos. A obra também é composta por três peças que recriam a ideia dos bairros, que não são apenas bairros, são quase como se existissem em vida. Recriado a partir de uma ideia feminina "Alvorada Redenção" relembra figuras femininas destes bairros, como Dona Jandira, a Travesti Babalu e Joaninha, existências emblemáticas e importantes nas ruas dos bairros, assim como tantas outras. Criando nas cartografias esquecidas e desvalorizadas um lugar novo de reconhecimento e proximidade da comunidade, a obra conta com orgulho um pouco sobre estes bairros e suas ruas.

Randy Souza

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Visão-Centro-Oeste

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Rua Travesty Flor

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Alvorada Redenção

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Experimento Corpe Preta

em Movimento "Primeiro Grito"

Uma obra baseada nas vivências de corpes pretes que transitam e habitam as periferias, becos, vielas e pontes sobre o igarapé e juntos criam um cenário estético que apesar de caótico e subversivo contém muito afeto e a força de um povo que luta pela sua subsistência, na tentativa de ascender movimentam-se depressa onde pouco notam seus espaços de troca. A intervenção busca ressaltar aos olhos desses viventes dessas regiões micro soluções artísticas como o lambilambi, dança, hip hop e videoarte para suprir o desejo de mudança e o escape dessa subsistência.

 Driz Rolim

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PRODUÇÃO

REALIZAÇÃO

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APOIO

© 2022 por  Café Preto Produções Artísticas. 

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